Methods Resultados e Discussão
Com a solução implementada no terreno, foram recolhidos dados de deteção anónimos nos locais acima referidos sempre que os dispositivos estavam ligados. Isto significou dias inteiros para os dispositivos nos locais L1 a L3, uma vez que estão numa rede permanente, e cerca de 10 horas por dia para os dispositivos nos locais L4 a L9, uma vez que estão numa rede comutada ligada ao programa de iluminação pública. A nossa abordagem para avaliar a contagem de tráfego foi efetuada através do cálculo dos valores medianos por hora e dia útil (Figura 1 e S2). Observações Em termos de qualidade de imagem, uma primeira observação é que a visibilidade reduzida durante a noite não afectou a viabilidade da solução. Degradou, sim, a qualidade do fluxo de vídeo da câmara, produzindo quadros de vídeo com muito mais ruído do que durante o dia, mas permitindo, ainda assim, a realização de detecções. Esta degradação da imagem foi melhor ou pior consoante as condições de iluminação de cada local, sendo que os locais com lâmpadas de descarga de alta intensidade (HID), especialmente as de sódio (tanto HPS como LPS), produziram os fluxos mais degradados. Antes de nos debruçarmos sobre os pormenores dos resultados, observámos algumas tendências gerais que, embora esperadas, devem ser mencionadas.
1.
Verifica-se uma redução significativa do volume de tráfego durante as horas noturnas, tendência que se alinha com as expetativas para zonas residenciais e respetivas vias de acesso, como as que estão em estudo. O tráfego é menor aos fins- de-semana e nos feriados. Esta diferença é menor do que a observada entre o dia e a noite, mas a tendência é clara. O trânsito em hora de ponta é muito frequente nas cidades e nos seus subúrbios e é bastante visível nos dados recolhidos em todos os locais. Dados mostra um pico de tráfego durante um período da manhã (das 7h às 9h) e da tarde (das 16h às 19h).
2. 3.
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